Gestão da conta · REGISTROS
Exportar o histórico: execuções, ordens e extrato são três arquivos
São poucos os motivos para alguém precisar do próprio histórico: conferir uma taxa, entregar ao contador uma base de trabalho, ou simplesmente descobrir a que preço aquela operação de três meses atrás foi executada. Você clica em exportar, abre o arquivo e — não tem depósito, não tem saque, e os números não batem com o saldo.
O dado não está errado. O arquivo que você puxou nunca guardou essas coisas. A corretora divide os registros em várias exportações, cada uma respondendo a uma pergunta diferente. Esta página separa as três, dá uma regra para escolher, mostra os limites que você vai encontrar no caminho e termina nas duas colunas que estragam somas em silêncio. A divisão é a mesma nas grandes corretoras centralizadas; a segunda metade fala especificamente da Gate.
Os três arquivos, lado a lado
Os nomes variam entre plataformas, mas a estrutura é a mesma:
| Arquivo | O que guarda | Que pergunta responde |
|---|---|---|
| Execuções (fills / histórico de negócios) | Cada execução: preço, quantidade, taxa | O que eu comprei ou vendi de fato, e a que custo |
| Histórico de ordens | Todas as ordens enviadas, inclusive não executadas e canceladas | O que eu tentei fazer, e a que preço |
| Extrato da conta | Depósitos, saques, transferências, taxas, juros, airdrops | Para onde foi o dinheiro, e por que o saldo é esse |
A regra em uma linha: "o que eu consegui" é o primeiro, "o que eu queria" é o segundo, "para onde foi o dinheiro" é o terceiro.
O erro mais comum é tentar conciliar o saldo pelas execuções. Esse arquivo não tem depósitos, saques nem transferências internas — e o saldo foi movido por todos eles. A conta nunca vai fechar.
Escolhendo pelo objetivo
- Conferir uma taxa. Execuções. É a única exportação com a taxa por execução e a moeda em que ela foi cobrada. Sobre como a alíquota é definida, veja taxas da Gate explicadas.
- Entregar uma base ao contador. Extrato como arquivo principal, execuções como apoio. O extrato mostra a entrada e a saída de dinheiro; as execuções dão o custo de cada operação. O que precisa ser declarado depende das regras do seu país, então fale com um profissional local — aqui tratamos só de extrair o dado completo.
- Revisar um período de operações. Histórico de ordens mais execuções. Olhar só o que executou esconde as ordens que você colocou e cancelou, e normalmente é justamente aí que está o aprendizado.
- Rastrear um valor que não chegou. As linhas de depósito e saque do extrato, que trazem status, horário e o hash da transação para conferir num explorador de blocos. O caminho completo está no guia de saque na Gate.
De onde exportar na Gate
A Gate separa os três de forma razoavelmente clara. A interface muda, então trate isto como onde procurar:
- Execuções e ordens. No site, abra Ordens no menu superior, vá às ordens à vista e mude para o histórico de negociação; escolha o par e o período, e o botão de download fica no canto superior direito. As instruções oficiais estão em como ver o histórico de negociação.
- Extrato da conta. Fica na área de registros financeiros; o caminho de exportação está no guia de download do extrato da Gate.
- Dados mais antigos ou em volume. Para períodos longos ou para backtesting, a Gate mantém uma via separada, anunciada no comunicado sobre dados históricos. Essa via é para uso quantitativo e é exagero para conciliação comum.
As páginas de ajuda da Gate registram que a exportação tem um limite diário de downloads. Números assim são ajustados, então não copiamos o valor aqui; a própria página informa o limite vigente quando você a abre. (Conferido nas páginas de ajuda públicas da Gate em 2026-08-30.)
Quatro limites no caminho
- Um período por vez. A janela tem teto, então um ano inteiro costuma exigir várias exportações que você mesmo emenda. Confira as emendas em busca de sobreposição ou de buraco.
- Uma cota diária de downloads. Não gaste a cota em tentativas exploratórias. Decida qual arquivo e qual período antes de clicar.
- Muitas vezes um par por vez. As execuções costumam estar amarradas a um mercado. Se você opera vários pares, vai exportar um a um.
- O arquivo pode não sair na hora. Pedidos grandes são gerados de forma assíncrona e aparecem numa lista de downloads ou chegam por e-mail, às vezes com senha. Se sair da página durante a geração, volte e procure na lista em vez de recomeçar.
Cinco colunas para entender antes
- Horário e fuso. A maior causa de conciliação que não fecha. Detalhe na próxima seção.
- Lado da operação. Compra ou venda. Alguns arquivos usam palavras, outros usam o sinal do valor; não leia uma convenção como se fosse a outra.
- Preço executado e preço da ordem. As execuções trazem o que você realmente conseguiu; o histórico de ordens traz o que você pediu. O custo de aquisição usa o preço executado.
- Taxa e moeda da taxa. A taxa nem sempre é cobrada no ativo negociado — pagando com o token da plataforma, a coluna de taxa vem em outra moeda. Somar essa coluna sem olhar a moeda produz um número sem sentido.
- Número da ordem e da execução. Uma ordem pode se dividir em várias execuções, e o número da ordem é o que as reúne. Para achar o preço médio daquela ordem, pondere pela quantidade em vez de tirar a média simples das linhas.
Com o número em mãos, a calculadora de lucro, prejuízo e ponto de equilíbrio deste site serve para conferir rapidamente o que você tirou do arquivo.
Fuso horário: Brasília contra UTC
O horário de Brasília é UTC−3, e as exportações das corretoras costumam vir em UTC. Na prática: tudo o que você operou entre 21h e a meia-noite no horário daqui aparece no dia seguinte dentro do arquivo. Para quem opera à noite — justamente quando o mercado americano ainda está ativo — a quantidade de linhas deslocadas de um dia não é pequena.
O efeito é difícil de perceber: nada dá erro, mas todo total diário, semanal e mensal fica torto. Antes de somar qualquer coisa, abra o arquivo, veja em que fuso a coluna de horário está escrita e padronize tudo. Se você emendou várias exportações, converta antes de emendar, nunca depois.
O que no arquivo não deve circular
A exportação geralmente carrega um identificador da conta e a linha do tempo completa da sua atividade. Juntos, revelam o tamanho da sua posição e até os seus horários. Então:
- não jogue o arquivo original em grupo de mensagens nem em planilha pública;
- não suba o arquivo em sites desconhecidos que prometem "calcular seu imposto automaticamente" — isso é entregar o livro-caixa inteiro a um estranho;
- se o contador precisar mesmo, apague as colunas que ele não usa e envie pelo canal que ele indicar.
Mais uma: desconfie de qualquer serviço que peça uma chave de API para "exportar o histórico para você". Exportar são alguns cliques que você mesmo dá; não exige entregar acesso de leitura à sua conta. Sobre o que conceder e o que recusar, veja quais ajustes de segurança ativar na conta.
Conferência da redação
O que a redação conferiu
A partir das páginas de ajuda atuais da Gate, dois pontos ficam. Primeiro, defina o objetivo antes de clicar em exportar: taxa sai das execuções, saldo sai do extrato, revisão pede também o histórico de ordens. A cota diária é finita, então não a use para adivinhar. Segundo, fuso horário e moeda da taxa são as duas falhas silenciosas — nenhuma delas dá erro, e as duas produzem um resultado plausível e errado. Qualquer limite de exportação citado em qualquer lugar deve ser confirmado na própria página. Para percorrer o fluxo de negociação desde o começo, veja o guia da Gate para iniciantes.